A ergonomia do notebook também influencia produtividade

Quando uma empresa avalia notebooks corporativos, normalmente olha para processador, memória, SSD, bateria, garantia e preço.

Mas existe outra variável que impacta o trabalho todos os dias e costuma receber pouca atenção:

ergonomia.

Tela muito baixa.

Teclado desconfortável.

Mouse inadequado.

Monitor mal posicionado.

Notebook utilizado durante horas diretamente sobre a mesa.

Postura inclinada.

Pequenos desconfortos, quando repetidos durante meses, podem afetar concentração, ritmo de trabalho e experiência do colaborador.

Isso significa que infraestrutura tecnológica não termina na configuração da máquina.

Ela também envolve como aquela máquina é utilizada fisicamente ao longo do dia.

Notebook é portátil, mas não necessariamente ideal para uso prolongado

O notebook foi projetado para unir:

  • tela;
  • teclado;
  • touchpad;
  • bateria;
  • processamento;

em um único equipamento.

Isso é excelente para mobilidade.

Mas cria um compromisso ergonômico.

Se a tela está na altura correta para os olhos, o teclado tende a ficar alto demais.

Se o teclado está confortável para as mãos, a tela costuma ficar baixa.

É por isso que utilizar um notebook por muitas horas diretamente sobre a mesa pode não ser a melhor configuração para determinadas rotinas.

O problema começa pela altura da tela

Em uma estação mal configurada, o usuário tende a olhar para baixo durante grande parte do dia.

Essa postura parece natural por alguns minutos.

Mas repetida durante horas, pode aumentar desconforto em pescoço, ombros e parte superior das costas.

A solução pode ser relativamente simples:

  • suporte para notebook;
  • monitor externo;
  • ajuste adequado de altura;
  • teclado e mouse separados.

A ideia é criar uma posição em que a tela fique mais próxima da linha natural de visão.

Monitor externo pode mudar completamente a experiência

Para quem trabalha muitas horas em uma posição fixa, o monitor externo é mais do que um luxo.

Ele pode melhorar:

  • área útil de trabalho;
  • organização das janelas;
  • leitura de informações;
  • conforto visual;
  • postura;
  • produtividade em multitarefa.

Um monitor de tamanho adequado também reduz a necessidade de trabalhar com várias janelas comprimidas na tela pequena do notebook.

Para algumas funções, isso faz uma diferença enorme.

Dois monitores podem ajudar — quando fazem sentido

Nem todo profissional precisa de duas telas.

Mas em algumas funções, o ganho é relevante.

Analistas.

Financeiro.

Operações.

Desenvolvimento.

Atendimento.

Comercial.

Um monitor pode exibir o sistema principal.

Outro, planilhas, comunicação, documentos ou dashboards.

O ponto não é simplesmente adicionar mais telas.

É desenhar uma estação que reduza alternância excessiva entre janelas e ajude o usuário a manter contexto.

Teclado também merece atenção

Quando o notebook está elevado em um suporte, o teclado integrado deixa de ser a melhor opção.

Nesse caso, um teclado externo ajuda a separar:

posição da tela

de

posição das mãos.

Isso permite uma estação mais confortável.

Também existem diferenças importantes entre teclados.

Tamanho.

Inclinação.

Curso das teclas.

Posicionamento.

Layout.

Para profissionais que passam o dia digitando, esses detalhes importam.

Mouse inadequado também gera atrito

O touchpad funciona muito bem para mobilidade.

Mas nem sempre é a melhor ferramenta para uso intenso durante oito horas por dia.

Um mouse externo pode oferecer:

  • maior precisão;
  • conforto;
  • velocidade;
  • melhor experiência em planilhas, sistemas e tarefas repetitivas.

Novamente, não é necessário transformar cada estação em um setup sofisticado.

O objetivo é adequar os periféricos à rotina.

Ergonomia também é produtividade

Esse é um ponto importante.

Quando se fala em ergonomia, a discussão costuma ficar restrita a conforto.

Mas existe também impacto operacional.

Um colaborador desconfortável tende a:

  • mudar de posição constantemente;
  • fazer mais pausas involuntárias;
  • perder foco;
  • trabalhar de forma menos fluida;
  • sentir fadiga ao longo do dia.

Ou seja, uma estação ruim pode funcionar tecnicamente e ainda assim prejudicar produtividade.

Tamanho e resolução da tela influenciam o trabalho

Não basta olhar apenas para quantas polegadas o notebook possui.

A experiência depende também de:

  • resolução;
  • escala do sistema;
  • brilho;
  • contraste;
  • acabamento da tela;
  • tamanho dos elementos;
  • distância de uso.

Uma resolução muito alta em uma tela pequena, por exemplo, pode exigir ajustes de escala.

Uma tela com brilho insuficiente pode dificultar uso em ambientes iluminados.

Uma tela reflexiva pode ser incômoda dependendo do local.

Por isso, a tela também deveria ser testada no contexto real.

Profissionais em mobilidade têm necessidades diferentes

Um executivo que viaja muito pode priorizar:

  • peso;
  • tamanho compacto;
  • bateria;
  • facilidade de transporte.

Já um analista que passa o dia inteiro em uma mesa talvez precise de:

  • monitor externo;
  • dock;
  • teclado;
  • mouse;
  • suporte.

São cenários diferentes.

Por isso, não faz sentido pensar ergonomia como uma solução única para toda a empresa.

Home office aumentou a importância desse tema

No escritório, a empresa consegue controlar parte da estação.

No trabalho remoto, não.

O profissional pode estar trabalhando:

  • na mesa da cozinha;
  • no sofá;
  • em uma bancada;
  • em um espaço improvisado.

Isso cria um desafio maior.

Empresas com trabalho híbrido podem orientar ou padronizar kits mínimos para determinadas funções.

Por exemplo:

  • suporte;
  • teclado;
  • mouse;
  • monitor;
  • headset.

A configuração pode variar conforme o nível de uso remoto.

Dock station pode ajudar a simplificar a estação

Uma dock bem planejada pode facilitar muito a ergonomia.

O notebook chega à mesa.

Um cabo conecta:

  • monitor;
  • rede;
  • teclado;
  • mouse;
  • carregamento.

Isso torna mais fácil manter uma estação organizada e consistente.

A ergonomia melhora quando a infraestrutura também é simples de usar.

O suporte para notebook é um item pequeno com grande efeito

Em alguns casos, um simples suporte resolve parte importante do problema.

Ele eleva a tela.

Melhora o ângulo.

Ajuda a organizar a mesa.

Pode até colaborar com ventilação, dependendo do projeto.

Quando combinado com teclado e mouse externos, transforma o notebook em uma estação muito mais adequada para uso prolongado.

Ergonomia também deveria entrar na homologação

Antes de homologar um novo notebook, vale testar:

  • tamanho da tela;
  • legibilidade;
  • brilho;
  • posição da webcam;
  • teclado;
  • touchpad;
  • peso;
  • conforto de uso;
  • compatibilidade com suporte;
  • uso com monitor externo;
  • dock;
  • periféricos.

Esses critérios são especialmente importantes quando o equipamento será utilizado por muitas horas por dia.

O notebook não deveria ser analisado sozinho

A estação completa deveria considerar:

notebook + monitor + suporte + teclado + mouse + dock + cadeira + mesa

É claro que nem todos esses itens estão sob responsabilidade da TI.

Mas todos influenciam a experiência de uso da tecnologia.

E isso significa que decisões de infraestrutura deveriam conversar entre si.

Crie perfis de estação

Uma empresa pode simplificar a estratégia criando alguns padrões.

Perfil móvel

Notebook leve + mouse + carregador + acessórios portáteis.

Perfil híbrido

Notebook + suporte + teclado + mouse + monitor.

Perfil produtividade

Notebook + dock + dois monitores + teclado + mouse + headset.

Perfil avançado

Notebook de alta performance + monitores adequados ao trabalho técnico.

Isso ajuda a evitar improvisos.

Ergonomia não precisa significar alto custo

Muitas melhorias são relativamente simples.

Um suporte.

Um teclado adequado.

Um mouse melhor.

Um monitor bem posicionado.

Um braço articulado.

Quando comparados ao valor do notebook e ao custo do profissional ao longo de anos, esses itens podem representar uma parcela pequena do investimento total.

O custo da estação deve ser analisado como um conjunto

Imagine um notebook de R$ 7 mil entregue sem qualquer cuidado com a estação.

Agora compare com o mesmo equipamento acompanhado de acessórios simples que tornam o uso diário muito melhor.

O custo do hardware principal não mudou.

Mas a experiência sim.

Por isso, talvez a pergunta correta não seja:

“Quanto custa o notebook?”

Mas:

“Quanto custa entregar uma estação adequada para essa função?”

A produtividade não depende só da velocidade da máquina

Um notebook pode abrir programas em segundos.

Mas, se o usuário passa o dia com a cabeça inclinada, alternando entre janelas em uma tela pequena e utilizando uma estação desconfortável, parte do ganho tecnológico se perde.

Hardware rápido não compensa uma experiência física ruim.

A infraestrutura precisa atender:

desempenho + conectividade + ergonomia + rotina de uso.

Tecnologia boa é tecnologia que se adapta ao trabalho

Esse é o ponto central.

Uma estação bem projetada não chama atenção.

Ela simplesmente funciona.

A tela está na altura adequada.

Os periféricos estão bem posicionados.

O usuário conecta e começa a trabalhar.

Não precisa improvisar.

Não precisa adaptar o corpo à tecnologia.

A tecnologia é que se adapta à forma como a pessoa trabalha.

E essa é uma dimensão importante de produtividade.

Solicite, agora, um orçamento!

Posts relacionados