Notebooks premium para todo mundo? Talvez sua empresa esteja investindo errado

Processador de última geração.

32 GB de memória.

SSD de alta capacidade.

Tela premium.

Construção sofisticada.

Bateria de longa duração.

O equipamento é excelente.

A pergunta é:

todo mundo na empresa precisa dele?

Existe uma diferença importante entre comprar um bom notebook e comprar capacidade tecnológica que nunca será utilizada.

Em determinados perfis profissionais, equipamentos premium são absolutamente justificáveis.

Em outros, podem representar milhares de reais adicionais investidos sem qualquer ganho relevante de produtividade.

Por isso, a discussão não deveria ser:

“Qual é o melhor notebook?”

Mas:

“Qual é o notebook adequado para este tipo de trabalho?”


O notebook mais potente nem sempre é o melhor investimento

Tecnologia corporativa precisa atender à operação.

Se um profissional utiliza diariamente navegador, e-mail, sistema ERP, videoconferência e aplicações de escritório, existe um determinado nível de processamento necessário.

Já um profissional que trabalha com modelagem 3D, engenharia, desenvolvimento, edição audiovisual ou grandes volumes de dados pode exigir muito mais capacidade.

Os dois precisam de equipamentos confiáveis.

Mas isso não significa que precisem da mesma configuração.

Quando a empresa utiliza uma única configuração premium para todos os usuários, pode estar simplificando a compra.

Ao mesmo tempo, pode estar aumentando significativamente o investimento sem gerar retorno proporcional.


O problema do superdimensionamento

Chamamos de superdimensionamento quando a empresa entrega capacidade tecnológica muito superior àquela que o usuário efetivamente precisa.

Imagine um profissional cuja rotina utiliza uma fração da capacidade do equipamento.

O notebook funciona perfeitamente.

Não existem travamentos.

Não existem reclamações.

À primeira vista, tudo está ótimo.

E realmente pode estar.

O problema aparece na relação entre custo e utilização.

A empresa pagou por recursos que talvez permaneçam ociosos durante praticamente todo o ciclo de vida da máquina.

Quanto maior o parque, maior o impacto dessa diferença.


R$ 2 mil a mais parecem pouco até multiplicar pelo parque

Considere um exemplo simples.

Uma empresa precisa comprar 100 notebooks.

Uma configuração adequada para determinado perfil custa R$ 5 mil.

Um modelo premium custa R$ 7 mil.

A diferença é de R$ 2 mil por equipamento.

Individualmente, pode parecer justificável.

Mas em 100 máquinas, são:

R$ 200 mil adicionais de investimento.

Agora vem a pergunta mais importante:

esses R$ 200 mil adicionais produzirão algum ganho real de produtividade?

Se a resposta for sim, o investimento pode fazer sentido.

Se a resposta for não, existe capital sendo utilizado onde talvez não gere retorno.


Premium não significa apenas desempenho

Também é importante evitar uma simplificação.

Um notebook premium não é necessariamente escolhido apenas por processamento.

Existem outros fatores que podem justificar um investimento maior:

  • menor peso;
  • melhor autonomia de bateria;
  • construção mais resistente;
  • tela de melhor qualidade;
  • recursos adicionais de segurança;
  • conectividade;
  • webcam e microfones superiores;
  • garantia diferenciada;
  • maior facilidade de mobilidade.

Para um executivo que viaja constantemente, por exemplo, peso e autonomia podem ser muito mais importantes do que potência bruta.

Para outro profissional que trabalha sempre conectado a uma estação fixa, esses diferenciais podem ter pouco impacto.

Novamente, a necessidade vem antes do preço.


Comprar barato também pode sair caro

Evitar superdimensionamento não significa comprar sempre a configuração mínima.

Esse seria o extremo oposto.

Um equipamento subdimensionado pode causar:

lentidão;

travamentos;

perda de produtividade;

necessidade precoce de upgrade;

maior número de chamados;

substituição antecipada.

A empresa economiza na compra e perde durante a utilização.

O objetivo não é comprar o notebook mais barato.

Também não é comprar o mais caro.

É encontrar o nível correto de equipamento para cada perfil profissional.


Três perguntas antes de escolher a configuração

Antes de definir qual notebook será comprado, algumas perguntas ajudam a evitar excessos.

Quais aplicações esse profissional utiliza?

É a primeira informação.

O conjunto de softwares utilizados diariamente ajuda a determinar necessidades de memória, processamento, armazenamento e recursos gráficos.

Como esse profissional trabalha?

Ele permanece no escritório?

Viaja?

Trabalha em clientes?

Alterna entre casa e empresa?

Utiliza diversas aplicações simultaneamente?

O contexto de utilização pode ser tão importante quanto a própria configuração.

Por quanto tempo queremos utilizar o equipamento?

Uma máquina dimensionada exatamente no limite atual pode ficar insuficiente mais rapidamente.

Por outro lado, exagerar na configuração “para durar dez anos” também pode gerar um investimento desnecessário.

É preciso considerar o ciclo de vida esperado.


Criar perfis tecnológicos ajuda a equilibrar investimento

Uma forma eficiente de organizar o parque é estabelecer alguns perfis de equipamentos.

Por exemplo:

Perfil essencial

Para atividades administrativas, navegador, sistemas corporativos, e-mail, Office e videoconferência.

Perfil intermediário

Para usuários que realizam multitarefa mais intensa, utilizam planilhas maiores ou aplicações corporativas mais exigentes.

Perfil avançado

Para engenharia, desenvolvimento, análise de dados, criação ou outras atividades com alta demanda de processamento.

Perfil móvel ou executivo

Foco em mobilidade, autonomia, construção, conectividade e experiência de uso.

Assim, a empresa evita dois extremos:

entregar pouco para quem precisa de muito

e

entregar muito para quem precisa de pouco.


Padronizar não significa dar o mesmo notebook para todos

Esse é um ponto importante.

Padronização é positiva.

Ela facilita:

compras;

suporte;

manutenção;

gestão de peças;

imagem corporativa;

inventário;

realocação.

Mas padronizar não exige que toda a empresa utilize exatamente o mesmo equipamento.

É possível trabalhar com três ou quatro configurações homologadas e ainda manter boa governança do parque.

A empresa ganha eficiência sem abrir mão da adequação.


O custo de oportunidade também precisa entrar na conta

Existe outro aspecto pouco discutido.

O dinheiro utilizado para superdimensionar notebooks deixa de estar disponível para outras necessidades.

Pode ser utilizado em:

mais equipamentos reserva;

melhor infraestrutura;

segurança;

licenciamento;

treinamentos;

upgrades;

renovação de máquinas realmente críticas.

Ou simplesmente preservado no caixa.

Por isso, o problema do investimento excessivo não é apenas “pagar caro”.

É direcionar recursos para um ponto onde talvez tragam pouco retorno.


Tecnologia eficiente é tecnologia adequada

Existe uma tentação de associar equipamentos mais caros a uma infraestrutura mais madura.

Nem sempre isso é verdade.

Uma empresa pode possuir notebooks premium e ainda assim ter:

inventário desorganizado;

equipamentos mal distribuídos;

ausência de manutenção preventiva;

falta de histórico;

usuários com máquinas incompatíveis com suas atividades;

substituições feitas apenas quando algo quebra.

Maturidade tecnológica não está no preço do equipamento.

Está na qualidade das decisões.


Antes da próxima compra, olhe para o trabalho

Na próxima renovação do parque, talvez seja útil inverter a ordem tradicional.

Em vez de começar perguntando:

“Qual notebook vamos comprar?”

Comece perguntando:

“Quais tipos de trabalho existem dentro da empresa?”

Depois:

“Quais recursos cada perfil realmente precisa?”

Só então compare modelos, preços e fornecedores.

Essa sequência reduz a chance de investimento excessivo e também diminui o risco de subdimensionamento.

A melhor compra não é aquela que coloca o notebook mais potente sobre cada mesa.

É aquela que coloca a ferramenta certa nas mãos da pessoa certa.

A WSL auxilia empresas na manutenção e organização de notebooks corporativos, ajudando a identificar oportunidades de upgrade, reaproveitamento e substituição de equipamentos.

Antes de aumentar a configuração, vale entender se a operação realmente precisa dela.

Tecnologia bem dimensionada protege produtividade e também o orçamento da empresa.

Solicite, agora, um orçamento!

Posts relacionados