Quanto custa preparar um novo colaborador para começar a trabalhar?

A contratação foi concluída.

O profissional foi aprovado, documentos foram assinados e a data de início está definida.

Na primeira manhã de trabalho, porém, começa uma segunda etapa:

o colaborador realmente consegue trabalhar?

Notebook disponível, sistema operacional atualizado, softwares instalados, acessos liberados, e-mail configurado, VPN funcionando, periféricos disponíveis.

Quando tudo isso está preparado antecipadamente, talvez ninguém perceba o trabalho existente por trás do processo.

Quando não está, o impacto aparece imediatamente.

O novo profissional está contratado, está sendo remunerado, está disponível — mas ainda não consegue produzir.

Esse intervalo também possui um custo.


Contratar alguém e colocar alguém para trabalhar são coisas diferentes

Do ponto de vista administrativo, a contratação pode estar concluída.

Do ponto de vista operacional, ainda existem diversas etapas.

Dependendo da empresa e da função, o novo colaborador pode precisar de:

  • notebook;
  • carregador e periféricos;
  • configuração do sistema operacional;
  • aplicações corporativas;
  • conta de e-mail;
  • credenciais de acesso;
  • VPN;
  • ferramentas de comunicação;
  • sistemas internos;
  • configurações de segurança;
  • políticas e permissões específicas.

Basta uma dessas etapas falhar para que o início das atividades seja comprometido.

É por isso que o onboarding tecnológico deveria ser tratado como parte do processo de contratação, e não como uma atividade iniciada quando o profissional chega.


O custo que não aparece na nota fiscal

Quando uma empresa analisa o custo de preparar um colaborador, é natural pensar primeiro no equipamento.

Mas o notebook é apenas uma parte da conta.

Existe também o tempo das pessoas envolvidas.

RH solicita informações à TI.

TI verifica se existe equipamento.

Compras procura fornecedor.

Financeiro aprova.

O notebook precisa chegar.

Depois, alguém precisa preparar, configurar, testar e entregar.

Enquanto isso, o gestor acompanha o processo — e o colaborador pode estar aguardando.

O custo real do onboarding tecnológico inclui não apenas aquilo que foi comprado, mas também o tempo necessário para transformar recursos em uma estação de trabalho pronta para utilização.


O primeiro dia não deveria ser utilizado para descobrir se existe um notebook

Imagine um profissional chegando às 9 horas para seu primeiro dia.

Somente nesse momento alguém percebe que o notebook disponível ainda pertence ao usuário anterior.

O equipamento precisa ser formatado.

Depois aparecem atualizações pendentes.

Falta uma aplicação.

Uma licença precisa ser solicitada.

O acesso a determinado sistema ainda não foi criado.

A senha da VPN apresenta erro.

O que deveria ser um primeiro dia de integração se transforma em uma sequência de esperas.

Além do custo operacional, existe outro impacto:

essa é a primeira experiência do profissional com a estrutura interna da empresa.

Um onboarding organizado transmite preparação.

Um onboarding improvisado transmite exatamente o contrário.


Quanto custa um dia de espera?

Não existe um valor único, porque salários, funções e estruturas são diferentes.

Mas a empresa pode fazer uma conta simples.

Considere um profissional cujo custo total para a organização seja de R$ 12.000 mensais.

Dividindo esse valor por aproximadamente 22 dias úteis, temos cerca de R$ 545 por dia de trabalho.

Se esse profissional perde um dia inteiro aguardando equipamentos e acessos, existe um custo direto de capacidade não utilizada.

Mas a conta não termina nele.

Também houve participação do RH, TI, gestor, compras e eventualmente de fornecedores.

Agora multiplique isso pelas admissões realizadas ao longo de um ano.

Aquilo que parecia apenas um problema operacional pontual começa a se transformar em um indicador financeiro.


O onboarding tecnológico deveria começar antes da admissão

Uma empresa com processo estruturado consegue iniciar a preparação assim que a contratação é confirmada.

O fluxo pode ser relativamente simples:

1. RH confirma a contratação

Informa data de início, função, área e perfil tecnológico necessário.

2. TI identifica o perfil do usuário

Define equipamento, aplicações, acessos e periféricos necessários.

3. Equipamento é separado

Pode ser uma máquina nova, um notebook reserva ou um ativo realocado.

4. Notebook é preparado

Atualizações, configurações, segurança e aplicações são instaladas.

5. Acessos são provisionados

Contas e permissões necessárias são criadas antecipadamente.

6. Equipamento é testado

Antes da entrega, é importante verificar se hardware, aplicações e acessos estão funcionando.

7. Colaborador recebe uma estação pronta

O primeiro dia passa a ser utilizado para integração e aprendizado — e não para resolver problemas de infraestrutura.


Ter notebooks disponíveis muda completamente o processo

Um dos gargalos mais comuns acontece quando cada contratação gera uma nova compra.

Nesse modelo, a empresa fica dependente de:

aprovação;

fornecedor;

estoque;

prazo de entrega;

configuração.

Contratações inesperadas tornam o problema ainda maior.

Por isso, dependendo do tamanho e da dinâmica da operação, manter alguns equipamentos preparados ou disponíveis para rápida preparação pode ser uma estratégia de continuidade.

O notebook aparentemente parado no estoque possui um custo.

Mas o colaborador contratado e parado esperando um notebook também possui.

A decisão precisa comparar os dois.


Equipamentos devolvidos também podem alimentar o processo

Nem toda admissão exige necessariamente um notebook novo.

Equipamentos devolvidos por colaboradores desligados podem ser avaliados, revisados, atualizados e realocados.

Mas isso exige processo.

Um notebook que simplesmente é colocado em um armário depois de uma devolução não está necessariamente pronto para o próximo usuário.

É preciso conhecer sua condição, configuração, histórico e capacidade de atender ao próximo perfil.

Com um parque organizado, a empresa consegue enxergar os equipamentos disponíveis e tomar decisões rapidamente.


Um bom onboarding tecnológico reduz improvisos

O objetivo não é simplesmente fazer o notebook chegar mais rápido.

É criar previsibilidade.

Quando RH, TI, compras e gestores possuem um processo claro, cada nova admissão deixa de gerar uma pequena emergência tecnológica.

A empresa sabe:

qual equipamento disponibilizar;

quem deve prepará-lo;

quais aplicações instalar;

quais acessos solicitar;

quando realizar os testes;

e quando entregar.

Assim, a tecnologia deixa de atrasar a entrada de pessoas na operação.


O novo colaborador deveria chegar para trabalhar

O primeiro dia de um profissional possui valor.

É quando ele conhece pessoas, processos, cultura, responsabilidades e expectativas.

Utilizar esse tempo aguardando um notebook atualizar ou uma conta ser criada representa um desperdício que poderia ter sido evitado.

Por isso, existe uma pergunta simples para avaliar a maturidade do processo:

Se contratássemos alguém hoje para começar daqui a poucos dias, quanto tempo levaríamos para entregar tudo o que essa pessoa precisa para trabalhar?

Se a resposta depender de compras emergenciais, improvisos ou diversas pessoas tentando descobrir o que fazer, existe uma oportunidade clara de melhoria.

A WSL auxilia empresas na manutenção e organização de notebooks corporativos, permitindo que equipamentos sejam avaliados, preparados, atualizados e realocados com maior previsibilidade.

Um bom onboarding tecnológico começa antes do primeiro dia do novo colaborador.

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